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    segunda-feira, 12 de setembro de 2011

    Ministério Público Federal denuncia bispo Edir Macedo


    Advogados de defesa alegam que são acusações antigas, já contestadas anteriormente

    O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo ofereceu denúncia contra o bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record, e mais três dirigentes da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus).

    Além de Macedo, foram denunciados também o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa.

    O advogado Antonio Sérgio Moraes Pitombo, que defende a IURD, disse ao R7 que a denúncia traz alegações antigas, que já foram motivo de procedimentos anteriores. Ele vê “efeito midiático” na manifestação do Ministério Público.

    - Essas denúncias que vêm assim, com publicidade, são para efeito midiático. Essa é uma ação que é repetição de uma que já foi discutida no Tribunal de Justiça de São Paulo. É um assunto velho sendo requentado.

    Edir Macedo e os outros representantes da IURD são acusados de formação de quadrilha.

    A advogada Denise Vaz, que trabalha com Pitombo, reiterou que as alegações feitas agora pelo MPF já foram declaradas “inverídicas” em ocasiões anteriores. Segundo ela, trata-se de um assunto que é “ressuscitado de tempos em tempos”.

    - Pudemos verificar que são alegações de condutas indevidas que já existiram no passado e que estão sendo apenas repetidas. Nenhuma delas até hoje se confirmou em nenhum procedimento. Pelo contrário, foram refutadas nos procedimentos que já houve no passado. Elas se mostraram inverídicas.



    Fonte: R7

    quarta-feira, 20 de abril de 2011

    Livro afirma haver padres homossexuais atuando no Vaticano em Roma

    O vaticanista Marco Tosatti recordou que se costuma generalizar sobre o tema e que podem existir padres com tendência homossexual, mas castos e piedosos
    Um número impreciso de padres que trabalham no Vaticano ou fazem parte de congregações católicas presentes em Roma são homossexuais, segundo um livro que será lançado na Itália e que aborda um tema complicado para a Santa Sé, que exige total castidade dos religiosos.
    O livro do jornalista Carmelo Abbate, "Sexo e o Vaticano, viagem secreta ao reino dos castos", descreve, através de testemunhos anônimos, as relações amorosas entre os sacerdotes.

    "Padres de todas as nacionalidades dividem suas vidas entre as austeras salas da Via della Conciliazione (a avenida que leva ao Vaticano) e a movimentada 'Roma by night'", afirma a editora italiana do livro, Piemme.

    O livro também fala das relações amorosas estáveis dos padres com mulheres, da existência de filhos ilegítimos e menciona, inclusive, abortos clandestinos.

    Abbate denuncia a cultura do sigilo e a vontade da Igreja de negar a realidade ante os desejos sexuais dos sacerdotes.

    Em um artigo na revista Panorama, o jornalista também denunciou as aventuras noturnas dos padres homossexuais.

    A diocese de Roma havia prometido punir com rigor esse tipo de comportamento que classificou de indigno.

    O Vaticano não quis comentar o lançamento do livro.

    A Santa Sé nega a existência de padres homossexuais, e procura encobrir casos que venham à tona. O Papa Bento XVI propôs, inclusive, uma melhor seleção para evitar que jovens com tendência homossexual entrem nos seminários.

    Entrevistado pela AFP, o vaticanista Marco Tosatti recordou que se costuma generalizar sobre o tema e que podem existir padres com tendência homossexual, mas castos e piedosos.
    (Com agência France-Presse)
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